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Victor e o Gramofone

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Victor e o Gramofone - Radio Victor
Victor e o Gramofone – Radio Victor

É com muito orgulho e felicidade que escrevo esse post para falar sobre o lançamento dos Singles da banda Victor e o Gramofone. Há 8 dias atrás, mais precisamente no dia 16 de Fevereiro de 2014, lançamos a primeira canção “First Day of the Year”.

Did you see the sunrise? 
It’s the first day of a new year
Here at home I’ve already feel the heat of the sun
Pushing us for what it will be
The greatest year of our lives

Como o próprio nome da música diz, é o primeiro dia do ano, que simboliza o início de um novo momento, de uma nova fase. Existem muitas pessoas que fazem planos e sonham com as grandes novidades e mudanças que um novo ano trará. E para mim não é diferente, essa música é a concretização e o início de tudo aquilo que um dia sonhei e desejei.

Logo no primeiro verso de “First Day of the Year” a idéia é fugir do tradicional fazendo uma rítmica diferente como base para a voz se expressar. Eu particularmente adoro tocar essa parte na bateria porque é como se estivéssemos dialogando entre nós. Depois a música alterna de uma pulsação ternária para uma pulsação binária, trazendo uma nova textura e balanço para o refrão. Quando tocamos essa música nos shows é emocionante sentir a energia e a pressão da platéia batendo palmas junto com a gente.

Essa canção possivelmente fará parte de um EP que será lançado no segundo semestre de 2014 com mais três canções, entre elas “Change Today” que lançamos hoje oficialmente como single na internet. A letra de “Change Today” é muito significativa para mim porque fala que a mudança sempre começa dentro da gente quando decidimos mudar a forma de pensar e de dizer as coisas. Se nós decidirmos sorrir, a tristeza não mais existirá.

Sempre que eu toco ou escuto essa música deixo escapar algumas lágrimas, acompanhadas de um sorriso, porque a energia que ela traz me enche o peito de alegria. É como um entendimento sobre si mesmo, um despertar da consciência de mudar a postura perante a minha própria vida.

Victor e o Gramofone - Radio Victor
Victor e o Gramofone – Radio Victor

…because anything can happen
if you change your way of thinking
Everything can change
if you think of another way to say
You have a chance to change today

E permanecendo nessa sintonia de mudança, recomendo a todos que busquem sempre por aquilo que os faz sentir vivos, por aquilo que os traz felicidade. Procurem sempre fazer o que sentem dentro do coração e não se esqueçam de “Silenciar pra depois ouvir”! Dessa forma permitimos que o fluxo da vida aconteça naturalmente como tem que Ser!

Phill Prates

Dark Side of the Moon

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Dark Side of the Moon - Radio Victor
Dark Side of the Moon – Radio Victor

“And you run and you run to catch up with the sun, but it’s sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you’re older
Shorter of breath and one day closer to death
Every year is getting shorter, never seem to find the time…”

Começo esse post com um fragmento muito significativo retirado da música “Time” da banda Pink Floyd. E o álbum é o Dark Side of the Moon, que por toda a diversidade de sonoridades, experimentações e inovações, eu considero um dos melhores álbuns de rock já feitos até hoje!

Algumas partes da letra dessa música me fazem refletir sobre a forma em que a maioria das pessoas está vivendo nos dias de hoje. Sempre atrasadas e correndo contra o tempo, sempre buscando suas respostas do lado de fora ao invés de fazer silencio para escutá-las dentro de si mesmas. Então, mesmo que por alguns minutos, te convido a  silenciar pra ouvir!

Escutei muitas vezes esse disco no meu quarto com a luz apagada deixando que a música conduzisse a minha imaginação através de suas melodias e texturas. A música que eu mais gosto de ouvir é “The Great Gig in the Sky” que tem uns vocais que me trazem sensações de arrepio e êxtase, e depois alternam para melodias mais suaves e calmas.

As faixas do disco seguem uma seqüência que me fazem sentir como se eu estivesse em uma viagem. A fase de preparação para a saída, o momento em que já estou na estrada e vou sentindo e vendo tudo o que aparece ao meu redor, e depois o fechamento da viagem com o retorno para casa onde todas as experiências vividas ainda estão na minha cabeça.

Dark Side of the Moon - Radio Victor
Dark Side of the Moon – Radio Victor

A seqüência de “Brain Damage” ligada com “Eclipse” concluem o disco, ao meu ver, de uma forma sublime, e por isso coloco aqui umas das última frases do album “…And everything under the sun is in tune but the sun is eclipsed by the moon…” se você prestar atenção consegue escutar as batidas de um coração bem ao fundo.

O disco Dark Side of the Moon me trouxe muitas reflexões, sensações e entendimentos que me ajudaram a pensar algumas coisas de maneira diferente. E um bom exemplo desse tipo de mudança é o que a própria capa do álbum mostra, um único feixe de luz branca entra de um lado do prisma e do outro lado sai uma composição de cores lindas e vibrantes.

Phill Prates

Smoke on the Water

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Deep Purple Machine Head - Radio Victor
Deep Purple Machine Head – Radio Victor

Mais um disco na seção Silencie pra ouvir! Escolhi o clássico Machine Head da banda inglesa Deep Purple comprado na versão luxo em uma loja de disco usados. 

Abrindo o encarte, encontrei diversas fotos em preto e branco e uma folha comprida com todas as letras das músicas escritas de forma cursiva. Gostei da experiência de ouvir o disco com esse material na mão, afinal ele marcou uma fase de transição na minha vida como músico, onde eu estava experimentando novas formas de tocar com mais liberdade.

Começar o disco com “Highway Star” me faz sentir a forte personalidade que a banda tem. Me lembro de tocá-la várias vezes em shows na época em que eu fazia parte de uma banda de rock clássico. Era um desafio executá-la ao vivo porque os momentos de improvisação eram como uma caixa de surpresas onde eu nunca sabia ao certo como aquilo iria terminar.

Avançando para a música “Pictures of Home”, deixo aqui a minha recomendação: aumente o volume, aperte play e sinta a poderosa introdução que ela tem. Depois de explodir num Rock n’ Roll a banda ainda cria espaços para solos de guitarra, teclado e contrabaixo.

Intitulei o post “Smoke on the Water” porque além de considerar essa música como uma das mais famosas do Deep Purple ainda tem um riff de guitarra que é histórico! Toda vez que a escuto sinto uma energia boa que me traz muitas lembranças da época em que tocava esse estilo. Clássico é Clássico e vice versa!!!

Quando eu era adolescente costumava passar as férias numa fazenda em Minas Gerais. Eu ouvia música o dia todo e num desses dias me mostraram Deep Purple! Lembro que era um disco ao vivo da turnê que a banda fez após o lançamento do Machine Head que estou falando nesse post. Toda vez que me lembro dessas férias me vem à tona as músicas “Lazy” e “Space Truckin’.

Deep Purple Machine Head - Radio Victor
Deep Purple Machine Head – Radio Victor

Eu acho Lazy” uma música bem característica do Deep Purple porque ela me surpreende pelos caminhos que cria. Uma introdução que vai construindo uma história até chegar ao seu ápice. Acontecem conversas rítmicas entre os instrumentos, riffs marcantes, uma voz suave e depois gritada, solos, um final em blues. Sensacional!!!

“We got music in our solar system. We’re space trucking’ round the stars. Come on!”. Essa é uma frase da última música “Space Truckin’” que eu defino como fechar com chave de ouro! É uma música forte e explosiva, com pulsação constante e marcada…no final, um presente! Um belo solo de batera.

Phill Prates

Crash into Me

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Crash - Dave Matthew's Band - Radio Victor
Crash – Dave Matthew’s Band – Radio Victor

Essa semana fiquei hospedado no meio das montanhas passando as férias com minha família, e enquanto eu pensava qual disco escolher uma brisa leve passou e me trouxe as lembranças de uma banda que eu adoro: The Dave Matthew’s Band. São muitos discos bons lançados e escolhi um que vai de momentos mais intensos com muitas notas rápidas e uma boa dose de energia, para momentos mais reflexivos e de interiorização. Então vamos silenciar pra ouvir o disco Crash.

Eu me lembro das primeiras vezes que ouvi Dave Matthew’s com alguns amigos. Nós estávamos em uma festa e os caras colocaram “Two Step” bem alto no som para eu ouvir. A música começa aos poucos, vai se desenvolvendo e segue numa levada feita na caixa da bateria que eu acho de muito bom gosto. Foge do tradicional e te permite sentir a música de uma forma diferente. Conforme ela vai se desenvolvendo e agregando outros elementos você vai se emaranhando e se misturando nas rítmicas, nos vocais e instrumentos musicais, fazendo parte desse todo repleto de energia e sentimentos.

Por alguns anos eu dei aulas de bateria no centro da cidade e costumava ir caminhando. Era só sair de casa que eu já colocava o fone no ouvido e dava play na música “Crash Into Me”. A sensação era que essa música me envolvia e me empurrava para frente, passo a passo, permitindo ver o trajeto com outros olhos. Era como estar em outro lugar e ao mesmo tempo ali mesmo. Essa música é muito especial porque me dá uma liberdade de poder voar…

E falando em voar, permita que a mesma brisa leve que me trouxe esse disco hoje também te conduza para momentos de introspecção, tranquilidade e reflexão pelas músicas “#41“, “Let you down”, ”Proudest Monkey” e “Cry Freedom“. Silencie a mente e depois ouça se permitindo sentir.

Voltamos com força total, pressão sonora e as surpresas rítmicas que “Drive In Drive Out” e “Tripping Billies” oferecem. Eu gosto de escutar em volume alto para captar e sentir com mais intensidade todas as variações e nuances dessas músicas. Elas possuem características rítmicas interessantes e complexas que me fazem arrepiar.

Crash - Dave Matthew's Band - Radio Victor
Crash – Dave Matthew’s Band – Radio Victor

Uma característica ímpar dessa banda é a forma de tocar do baterista Carter Beauford. Ele tem muito talento e sabe usar suas habilidades técnicas sem desviar o foco da música e sem ser cansativo e repetitivo. Ele cria o seu espaço no todo e desenvolve com respeito, criatividade e bom gosto. Além de tudo ele é canhoto mas toca com a bateria montada para destro, trazendo novos elementos que podem ser sentidos nas músicas, principalmente se você estiver assistindo ao show.

Aproveito o comentário sobre o baterista para sugerir “Lie In Our Graves”. Tente ouvir essa música com os olhos fechados e permita aos seus braços imitar no ar as rítmicas. Escute e sinta cada nota, cada acorde, cada ritmo. A levada principal da bateria é maravilhosa pela excelência da execução e pelos timbres dos tambores e pratos. Falei tanto de rítmica porque sou baterista e é difícil não comentar.

Apesar de já ter dito “Too Much” não deixe de ouvir “So Much to Say” porque agora tenho que “Say Goodbye”.

Phill Prates

Esse é o mundo que criamos?

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Queen Live at Wembley '86
Queen Live at Wembley ’86

Para esse segundo post escolhi ouvir o primeiro disco de rock que comprei em vinil. Ainda me lembro do dia em que eu estava na loja tentando decidir qual levar. Era uma loja famosa da cidade que ficava dentro do shopping center. Eu passava horas olhando tudo, cada banda, cada disco, cada encarte. E foi num desses dias que eu encontrei um que me marcou bastante: “Queen Live at Wembley’86“.

É uma versão luxo porque traz um encarte cheio de informações e fotos. Tem uma foto do ingresso, fotos do estádio de Wembley lotado e dos integrantes. A foto que mais me chama a atenção é a Capa onde o Freddie Mercury está olhando toda aquela gente, é uma cena que traz coragem, força e alegria. Toda vez que eu pego o disco na mão ou vejo uma foto no computador essa sensação vem à tona… “It’s a Kind of Magic”!

Ao colocar o disco pra tocar, desde a primeira música você já percebe e sente a sintonia que existe entre a banda. O todo funciona tão bem junto que não existe outra forma de ser. É assim que eu sinto o Queen desde a primeira vez que ouvi. Tem músicas que tocam a alma como “Love of My Life” e “Who wants to live forever” e me fazem chorar de tão emocionantes e sinceras. Existem também músicas de superação que ajudam a levantar a cabeça e seguir em frente, como “We are the Champions” e “Friends wil be Friends“.

Toquei uma vez na MTV com o Sombra Sonora, idealizada pelo grande mestre e amigo Jô Totti, e por ser uma banda de percussão experimental fizemos uma versão de “We Will Rock You” usando cintos de couro e cabos de vassoura. Ela é uma música bem enérgica e forte, que traz muita vontade de “batucar” junto com a rítmica. Originalmente foi gravada só com palmas e batidas de pés dos integrantes junto com a guitarra. É Um Clássico do Rock! Várias vezes aconteceu de alunos novos que vieram para fazer a primeira aula de bateria comigo tocarem essa famosa rítmica quando eu pedi alguma coisa que sabiam fazer. Parece engraçado, mas acontece!

Queen
Queen Live at Wembley ’86

A dinâmica da música, a pressão sonora e a energia desse quarteto de rock tocando contagiam! Sugiro que você coloque pra tocar agora a música “Bohemian Rhapsody“, mas não esqueça: Silencie pra ouvir! Essa música é uma explosão de variações, ritmos e sentimentos. Ela começa crescendo aos poucos, vai te envolvendo no meio de uma instrumentação criativa e forte, a melodia dos vocais te convida a participar de toda aquela celebração como um convidado de honra, depois te faz explodir num Rock n’ Roll e no final conclui com essa frase que diz tudo “Nothing really matters, anyone can see…. anyway the wind blows”.

Esse LP tem muitas músicas excelentes, compostas e tocadas com muita criatividade, energia e amor. Ele merece ser ouvido desde a primeira música até o fim, deixando-se levar pela sequência histórica e inesquecível de um show que marcou uma época e que ressoa até hoje. Sempre que escuto fico imaginando como seria estar no meio daquele público  recebendo esse presente, e só de imaginar essa troca de energia entre o público e a banda as minhas emoções e sentimentos já afloram, trazendo à tona muitas reflexões e introspecção. Na vida nós devemos buscar a nossa expressão,  como somos, como sentimos… Assim como esse disco É, e ponto.

“Can’t we give ourselves one more chance? Why can’t we give love that one more chance? Why can’t we give love?… And loves dares you to change our way of caring about ourselves”…
Queen Live at Wembley '86
Queen Live at Wembley ’86

Phill Prates

Silencie para ouvir!

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Disco: Beatles For Sale

Criei esse espaço para falar sobre música e tudo aquilo que ela traz de transformação para a vida. Então, mesmo que por alguns minutos ou mais, te convido a silenciar para depois ouvir. . .

Para começar com grande estilo no dia do meu aniversário escolhi um disco muito especial pra mim: Beatles For Sale. Estou com um LP que emprestei do meu pai que é versão luxo porque traz várias informações incríveis. Cada música traz o nome dos compositores, normalmente Lennon-McCartney, e abaixo o nome de quem canta cada uma delas, além das diversas fotos do encarte e tal…
Bem no meio do encarte do LP tem um texto escrito pelo Derek Taylor, que transcrevo esse fragmento: “Os jovens do ano 2000 extrairão da música mais sensações de bem estar e ardor do que sentimos hoje, porque a mágica dos Beatles, desconfio, não tem limite de tempo nem idade. Ela venceu todas as barreiras. Acabou com todas as diferenças de raças, idades e classes. É venerada pelo mundo inteiro”.

Não pretendo comentar música por música, nem analisar o disco todo, e sim sugerir que você primeiro entre em silencio e depois ouça o disco, atentando aos detalhes e peculiaridades. Esteja presente no aqui e agora. Deixe que cada frase, cada nota, cada palavra faça parte de você nesse momento e de alguma forma a música ressoe dentro.

Eu me lembro da primeira vez que cantei e toquei “Baby´s in Black” num ensaio com a banda Victor e o Gramofone! A pressão sonora que vem dos vocais se junta com a pegada dos instrumentos causando aquela sensação de arrepio e êxtase! No disco é possível sentir isto claramente, ainda mais se mantiver o volume um pouco mais alto.

“I´ll follow the sun” é uma música que me acalma e me faz respirar bem profundamente enquanto ouço. Eu costumo ficar cantando vários dias depois de escutá-la.

“Kansas City” me faz lembrar as bandas de blues que eu tocava. Eu sempre falava pro pessoal pra tocarmos uma versão que o Albert King fazia, mas nunca deu certo. Essa versão dos Beatles tem os vocais meio gritados e uma pegada bem rock/blues com solo de guitarra. Inevitavelmente me dá uma vontade de gritar junto com a música porque ela me traz muita força e energia quando escuto. Essa versão, se eu não me engano, os Beatles se inspiraram no Little Richard para fazê-la.

“Eight Days a Week”… clássica! O nome diz exatamente a quantidade de vezes que escuto por semana!

Disco: Beatles For Sale

Eu resolvi ouvir o disco em LP por causa das diferenças de som que existem se comparado ao CD ou Mp3. Eu sinto que cada tipo de mídia tem a sua particularidade e isso nos permite ouvir e sentir muitas variações. No vinil as freqüências do som são diferentes das ouvidas num CD, por exemplo e, por soar diferente também traz a mensagem de uma forma diferente. É aí que está o grande tcha-nã-nã da coisa.

Lembrei outro dia de um aluno meu que estava ouvindo esse disco dos Beatles pelo meu tocador de mp3. Quando terminou a música, coloquei a mesma em vinil e o cara deu um pulo… e falou “o loco Phill!!!”. Você acaba ouvindo coisas novas e diferentes só de mudar a mídia, e eu acho isso curioso! Mesmo que cada um tenha a sua forma preferida de ouvir, vale a pena diversificar se abrindo para novas sensações e sentimentos.

Por isso, silencie primeiro pra depois ouvir! Deixe de lado as preocupações e esteja presente neste momento. Nem que seja por alguns minutos, ou melhor, algumas músicas ou ainda alguns discos… A música traz muitas mudanças e transformações. Basta nos mantermos abertos e permitir que ela faça, junto conosco, o que é necessário fazer!

E então…
“Just let me hear some of that rock and roll music
Any old way you choose it”

Phill Prates

Disco: Beatles For Sale