Esse é o mundo que criamos?

Queen Live at Wembley '86

Queen Live at Wembley ’86

Para esse segundo post escolhi ouvir o primeiro disco de rock que comprei em vinil. Ainda me lembro do dia em que eu estava na loja tentando decidir qual levar. Era uma loja famosa da cidade que ficava dentro do shopping center. Eu passava horas olhando tudo, cada banda, cada disco, cada encarte. E foi num desses dias que eu encontrei um que me marcou bastante: “Queen Live at Wembley’86“.

É uma versão luxo porque traz um encarte cheio de informações e fotos. Tem uma foto do ingresso, fotos do estádio de Wembley lotado e dos integrantes. A foto que mais me chama a atenção é a Capa onde o Freddie Mercury está olhando toda aquela gente, é uma cena que traz coragem, força e alegria. Toda vez que eu pego o disco na mão ou vejo uma foto no computador essa sensação vem à tona… “It’s a Kind of Magic”!

Ao colocar o disco pra tocar, desde a primeira música você já percebe e sente a sintonia que existe entre a banda. O todo funciona tão bem junto que não existe outra forma de ser. É assim que eu sinto o Queen desde a primeira vez que ouvi. Tem músicas que tocam a alma como “Love of My Life” e “Who wants to live forever” e me fazem chorar de tão emocionantes e sinceras. Existem também músicas de superação que ajudam a levantar a cabeça e seguir em frente, como “We are the Champions” e “Friends wil be Friends“.

Toquei uma vez na MTV com o Sombra Sonora, idealizada pelo grande mestre e amigo Jô Totti, e por ser uma banda de percussão experimental fizemos uma versão de “We Will Rock You” usando cintos de couro e cabos de vassoura. Ela é uma música bem enérgica e forte, que traz muita vontade de “batucar” junto com a rítmica. Originalmente foi gravada só com palmas e batidas de pés dos integrantes junto com a guitarra. É Um Clássico do Rock! Várias vezes aconteceu de alunos novos que vieram para fazer a primeira aula de bateria comigo tocarem essa famosa rítmica quando eu pedi alguma coisa que sabiam fazer. Parece engraçado, mas acontece!

Queen

Queen Live at Wembley ’86

A dinâmica da música, a pressão sonora e a energia desse quarteto de rock tocando contagiam! Sugiro que você coloque pra tocar agora a música “Bohemian Rhapsody“, mas não esqueça: Silencie pra ouvir! Essa música é uma explosão de variações, ritmos e sentimentos. Ela começa crescendo aos poucos, vai te envolvendo no meio de uma instrumentação criativa e forte, a melodia dos vocais te convida a participar de toda aquela celebração como um convidado de honra, depois te faz explodir num Rock n’ Roll e no final conclui com essa frase que diz tudo “Nothing really matters, anyone can see…. anyway the wind blows”.

Esse LP tem muitas músicas excelentes, compostas e tocadas com muita criatividade, energia e amor. Ele merece ser ouvido desde a primeira música até o fim, deixando-se levar pela sequência histórica e inesquecível de um show que marcou uma época e que ressoa até hoje. Sempre que escuto fico imaginando como seria estar no meio daquele público  recebendo esse presente, e só de imaginar essa troca de energia entre o público e a banda as minhas emoções e sentimentos já afloram, trazendo à tona muitas reflexões e introspecção. Na vida nós devemos buscar a nossa expressão,  como somos, como sentimos… Assim como esse disco É, e ponto.

“Can’t we give ourselves one more chance? Why can’t we give love that one more chance? Why can’t we give love?… And loves dares you to change our way of caring about ourselves”…
Queen Live at Wembley '86

Queen Live at Wembley ’86

Phill Prates

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2 respostas em “Esse é o mundo que criamos?

  1. LE DRUMMER, Phill Prates!!! Já que me chamou p/ comentar e citou no seu texto algumas das letras marcantes do Queen, não poderia deixar de falar do líder da banda. Além desse álbum e de todos os instrumentistas desse quarteto serem excelentes, as letras são muito marcantes e muitas são de cunho do vocalista.
    Farrokh Bulsara (Freddie Mercury) nasceu em Zanzibar, e aos 5 anos de idade foi com sua família p/ Londres onde logo começou a estudar piano. Cresceu e se fez com a música. Freddie sempre teve talento musical. Compunha, tocava, cantava e liderava enérgicamente. Foi o maior front-man do rock. Suas letras sempre foram frutos das suas experiências e por isso a maioria delas, como citou nosso amigo Phila, mexe com nossos pensamentos. Quando criança sofria com o preconceito pelo seu jeito afeminado e, ao contrário do que muitos pensam, ele era bissexual e não gay. “Bohemian Rapsody” além de uma música incrível é a “confissão” de Freddie para sua escolha sexual. “The show must go on” uma das últimas composições, é um adeus e também um entendimento da doença que contraíra e estava prestes a levá-lo. Nela ele diz que “pode voar” e que em breve vai “virar a esquina”mas que apesar de tudo isso “o show deve continuar.” Outras composições fantásticas falam de relacionamentos e de sentimentos, como em “It’s a hard life” e uma já citada acima pelo blogueiro, “Love of my life”. Alguém se arrisca a dizer se Freddie escreveu essas letras p/ uma mulher ou p/ um homem? Não tem como! Sentimento independe do sexo e essa é a sacada dele, por isso essas composições são globais. Philipeto, você disse que queria presenciar um show desses: somos 2 e não estamos sós, tenho certeza. Muitos iam querer presenciar o “maior show de rock de estádio,” título que consagrou a banda. Abração, módafóca!!!

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